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Empresários Portugueses preocupados com Bolha de Ativos

Em Portugal, a "bolha de ativos” é o principal risco apontado pelos empresários, seguido de “falha de mecanismo financeiro ou institucional”, “falha de governance nacional”, “ataques cibernéticos” e “crises fiscais” (ambos em 4.º lugar), de acordo com os resultados do Relatório “Riscos Regionais dos Negócios 2019” elaborado pelo Fórum Económico Mundial, em parceria com o Grupo Marsh & McLennan Companies e o Grupo Zurich.

Ao nível global as “crises fiscais” são o principal risco identificado. Na Europa e América do Norte são os “ataques cibernéticos” que ocupam o 1.º lugar do ranking.

Os empresários portugueses apontam a "bolha de ativos” como o principal risco ao desenvolvimento dos negócios nos próximos dez anos, de acordo com o relatório “Riscos Regionais dos Negócios 2019”, realizado a cerca de 13.000 líderes empresariais em mais de 130 países, que identificaram os cinco riscos que mais poderão afetar os negócios nos seus países.

O relatório, elaborado em parceria com o Grupo Marsh & McLennan Companies e o Grupo Zurich, revela que os empresários portugueses apontam como 2.º risco ao desenvolvimento dos negócios a “falha de mecanismo financeiro ou institucional”, seguido da “falha de governance nacional” e, ambos na quarta posição, os “ataques cibernéticos” e as “crises fiscais” como potenciais riscos para a próxima década. Face aos resultados do ano anterior, verificamos algumas alterações: em 2018 a “bolha de ativos” ocupava o 3.º lugar no ranking, a “falha de mecanismo financeiro ou institucional” o 1.º lugar e a “falha de governance nacional” o 2.º lugar. Em contrapartida, surgem dois novos riscos em 2019: os “ataques cibernéticos” e as “crises fiscais”, que substituem os “fenómenos climáticos extremos” e o “choque dos preços de energia”.

Ao nível global, os problemas económicos dominam os receios dos executivos, uma vez que as "crises fiscais" são apontadas como o principal risco na realização de negócios, surgindo os " ataques cibernéticos" em 2.º lugar, o "desemprego ou subemprego" em  3.º lugar e o "choque dos preços de energia" em 4.º - estes riscos estão fortemente ligados a perturbações sociais e contribuem para a classificação da "falha de governance nacional" em 5.º lugar e para a "profunda instabilidade social" em 6.º. Os "ataques cibernéticos" são o principal risco na Europa e na América do Norte, pelo segundo ano consecutivo, evidenciando o aumento da sofisticação e proliferação deste tipo de ataque.

Os riscos ambientais representam as principais preocupações do Sudeste Asiático e Ásia-Pacífico, tendo estas regiões sido vítimas de desastres naturais devastadores e fenómenos meteorológicos extremos. Os desafios sociais ocupam o topo da tabela quer na região da Eurásia, afetada pela desaceleração económica, quer na América Latina e no Caribe, onde os governos têm ainda dificuldade em assegurar serviços sociais considerados críticos. 

No Médio Oriente e no Norte de África, o "choque dos preços de energia" lidera devido à contínua volatilidade nos preços e na produção. Embora a cooperação global continue a ser a ferramenta mais eficaz para lidar com todos estes riscos, o mapeamento do relatório destaca as áreas em que cada região pode atuar.

Fernando Chaves, Especialista de Riscos da Marsh Portugal, afirma: "A cibersegurança continua a ser o risco mais preocupante para os líderes empresariais das economias avançadas e a crescente dependência tecnológica para muitos negócios irá intensificar ainda mais este risco. Os empresários portugueses, embora identifiquem a cibersegurança entre os cinco principais riscos, dão maior destaque a um conjunto de riscos que podem apontar para o receio de que uma eventual nova crise seja motivada por fatores similares à de 2008. Os líderes empresariais devem reavaliar a sua visão quanto ao ambiente de risco global e implementar medidas que fortaleçam a sua capacidade de reação e resiliência corporativa."

Edgar Lopes
, Chief Risk Officer da Zurich Portugal reforça que "globalmente os empresários estão maioritariamente preocupados com dois riscos: o facto dos governos terem uma dívida demasiado elevada para poderem tomar medidas que possam ajudar a evitar uma recessão e os ciberataques. No entanto, é inquietante que não considerem o impacto das alterações climáticas para a próxima década. Estes três riscos afetam a sociedade a todos os níveis: social, político, económico, ambiental, cibersegurança e proteção de dados. Para não comprometer a evolução da sociedade é urgente encontrar e implementar medidas que permitam mitigar estes riscos”.

TOP 5 dos Riscos Regionais dos Negócios percecionados pelos empresários em Portugal:


1# Bolha de Ativos
2# Falha de mecanismo financeiro ou institucional
3# Falha de governance nacional
4# Ataques cibernéticos
4# Crises fiscais

Perfis Regionais:

MAC_PR GRR Tabela 01_2019

MAC_PR GRR Tabela 02_2019