Zurich alerta que saúde mental pode impactar até 5% do PIB até 2030
- Estudo “The Value of Mental Health”, do Zurich Insurance Group, revela que os maiores custos da saúde mental recaem sobre os indivíduos, as famílias e os empregadores, ultrapassando os encargos dos sistemas de saúde.
- O relatório destaca que agir atempadamente é crucial para evitar que as dificuldades associadas à falta de saúde mental se transformem em afastamento social e profissional de longa duração.
Lisboa, 7 de maio de 2026 – O Zurich Insurance Group lança o relatório “The Value of Mental Health”, um alerta sobre o impacto económico das questões de saúde mental. O estudo revela que os maiores custos associados a estes problemas se encontram fora dos sistemas formais de proteção, prevendo-se que o impacto na produtividade possa atingir 5% do PIB em alguns países, até 2030.
A análise, feita em seis países (Alemanha, Austrália, Chile, Emirados Árabes Unidos, Malásia e Reino Unido), demonstra que as pessoas que vivem com problemas de saúde mental perdem entre 60 a 67 dias de vida saudável por ano. Isto traduz-se numa perda anual de 0,3 a 2,9 milhões de anos de vida saudável por país, o que representa entre 7% a 14% da perda geral de bem-estar. Este peso é comparável ao impacto de todos os tipos de cancro em conjunto – que representam entre 6% a 19% na maioria dos países.
O maior impacto económico não resulta de baixas médicas de curta duração, mas de uma crescente fragilidade no emprego – a diferença nas taxas de emprego entre pessoas com e sem problemas de saúde mental. Nos vários países analisados, as pessoas que apresentam estas condições são significativamente menos propensas a estar empregadas, uma vez que, quando abandonam os seus empregos, depois têm maior dificuldade em regressar à vida ativa ou nunca chegam mesmo a integrar o mercado de trabalho.
"Na Zurich Portugal, defendemos que cuidar da saúde mental é uma responsabilidade estratégica e urgente. Neste âmbito, salientamos que a nossa estratégia de compensações e benefícios incorpora um pacote de benefícios flexíveis e abrangentes, ajustados às necessidades pessoais e familiares dos nossos colaboradores. Mais de metade das nossas iniciativas são dedicadas à saúde e ao bem-estar, representando também uma parte significativa do nosso investimento em benefícios. Esta prioridade reflete-se na experiência das nossas pessoas: 81% sente que a Zurich se preocupa com a sua saúde e bem-estar – e os dados demonstram que este investimento acaba por ter um retorno através do impacto direto na melhoria do desempenho dos colaboradores. Adicionalmente este compromisso também tem impacto na retenção de talento, com a nossa taxa de saídas voluntárias a descer nos últimos anos, nomeadamente, ao nível dos perfis e funções consideradas chave", afirma Nuno Oliveira, Chief People and Culture Officer da Zurich Portugal.
“A resiliência pessoal, que inclui as dimensões social, financeira e psicológica, é um pilar para a estabilidade de qualquer sociedade. Este estudo reforça que o nosso papel, enquanto segurador, vai além da proteção financeira em momentos de fragilidade. Temos a responsabilidade de ser um parceiro ativo na construção da resiliência dos nossos clientes, oferecendo segurança e as ferramentas necessárias para que possam prosperar mesmo perante as adversidades”, acrescenta Ana Paulo, Head of Life da Zurich Portugal.
Entre as principais conclusões, o estudo aponta para uma prevalência crescente dos problemas associados à saúde mental. Prevê-se que, em países como a Austrália ou o Reino Unido, um em cada três adultos em idade ativa seja afetado por problemas de saúde mental até 2030. As pessoas nestas condições perdem, em média, cerca de dois meses de vida saudável por ano (entre 60 e 67 dias), e as perdas de produtividade associadas podem atingir 5% do PIB. O relatório destaca ainda a responsabilidade significativa que recai sobre as famílias e os indivíduos, que podem chegar a prestar até 1.275 horas de cuidados informais não remunerados por ano.
Este estudo sublinha a importância de uma ação preventiva para evitar que as dificuldades de curto prazo se transformem num afastamento de longo prazo, protegendo o bem-estar e a resiliência.
Para consultar o relatório “The Value of Mental Health”, visite a página oficial do estudo.