Seguro contra terceiros ou “contra todos os riscos”: qual a melhor opção?

ProteçãoArticle16 de setembro de 2026

Quando se fala em seguro automóvel, surge uma dúvida frequente: vale a pena optar por um seguro "contra todos os riscos" ou o seguro contra terceiros é suficiente? 

A resposta depende de vários fatores, como a idade do veículo, o seu valor comercial, a utilização que lhe dá e até a sua capacidade financeira para lidar com um imprevisto. 

Antes de decidir, é importante perceber o que distingue cada solução e quais as suas vantagens e limitações.

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O seguro "contra todos os riscos" cobre mesmo tudo?

Apesar de ser a expressão mais popular, o seguro "contra todos os riscos" não cobre literalmente todos os acontecimentos. Na realidade, trata-se de um seguro de danos próprios, que oferece uma proteção mais abrangente do que o seguro obrigatório de responsabilidade civil, mas continua a ter exclusões, limites e condições específicas. Por isso, mais do que olhar para o nome, é essencial conhecer as coberturas incluídas na apólice.

O que cobre um seguro de danos próprios?

Embora as coberturas possam variar entre seguradoras e planos contratados, um seguro de danos próprios inclui normalmente proteção para situações como:

  • Choque, colisão ou capotamento, mesmo quando o condutor é responsável pelo acidente;
  • Furto ou roubo do veículo;
  • Incêndio, raio ou explosão;
  • Atos de vandalismo;
  • Quebra isolada de vidros;
  • Fenómenos da natureza, como tempestades ou inundações;
  • Assistência em viagem;
  • Proteção do condutor e ocupantes.

Na prática, este tipo de seguro protege não só os danos causados a terceiros, mas também o próprio veículo segurado, reduzindo o impacto financeiro de muitos imprevistos.

E o seguro contra terceiros?

O seguro contra terceiros, ou seguro de responsabilidade civil automóvel, é o mínimo legalmente exigido para circular em Portugal. Este seguro garante o pagamento dos danos materiais e corporais causados a terceiros quando existe responsabilidade do condutor segurado. 

Contudo, não cobre os danos do próprio veículo nem, regra geral, os prejuízos sofridos pelo condutor responsável pelo acidente. É a solução mais simples e, habitualmente, a mais económica.

Qual compensa mais?

Não existe uma resposta universal. Para um automóvel recente, financiado ou com valor comercial significativo, um seguro de danos próprios pode representar uma proteção importante caso aconteça um acidente, um furto ou outro evento inesperado. 

Por outro lado, à medida que o veículo envelhece e o seu valor diminui, pode fazer sentido reavaliar as coberturas contratadas. Em alguns casos, um seguro contra terceiros complementado com coberturas específicas pode ser uma solução equilibrada entre proteção e custo.

Antes de escolher, compare mais do que o preço.

Ao analisar propostas de seguro automóvel, é tentador olhar apenas para o valor do prémio. No entanto, antes de decidir, compare coberturas, avalie os riscos que faz sentido transferir para o seguro e escolha uma solução ajustada às suas necessidades. 

O melhor seguro é aquele que responde quando realmente precisa dele. O Zurich Auto Ligeiros e Comerciais está sempre presente e protege-o a si, aos passageiros (incluindo os de 4 patas) e ao veículo sempre que é preciso.