Seguro automóvel: deve ficar em nome de quem?
ProteçãoArticle21 de setembro de 2026
Quando chega a altura de fazer um seguro automóvel, surge uma dúvida frequente: o seguro deve ficar em nome do proprietário do carro, do condutor habitual ou pode ficar em nome de outra pessoa? A questão é especialmente comum entre jovens condutores, com carta há menos tempo. Para reduzir o valor do seguro, alguns jovens optam por fazer o seguro em nome dos pais, mesmo sendo eles quem utiliza o veículo diariamente.
Embora possa parecer uma forma simples de poupar, nem sempre é a melhor decisão.
Porque é que muitos jovens fazem o seguro em nome dos pais?
Normalmente, os condutores mais experientes beneficiam de prémios mais baixos. A lógica é simples: quem acabou de tirar a carta tem menos experiência de condução e, estatisticamente, apresenta um risco mais elevado de envolvimento em acidentes. Por esse motivo, os seguros para jovens condutores tendem a ser mais caros nos primeiros anos.
O mais importante é ser transparente
Há uma ideia que vale a pena esclarecer desde o início: um seguro automóvel pode, em determinadas situações, estar em nome de uma pessoa diferente do proprietário do veículo. É importante que a informação prestada à seguradora reflita a utilização do automóvel e o perfil de risco associado.
Assim, mais do que perguntar "em nome de quem fica o seguro?", a questão deve ser: quem é o condutor habitual do veículo? Este é um dos elementos que ajuda a avaliar o risco e a definir o prémio do seguro.
O que pode acontecer se o condutor habitual não estiver corretamente identificado?
Num processo de regularização de sinistro, a seguradora poderá analisar as circunstâncias do acidente e verificar se a informação prestada no momento da contratação correspondia à realidade. Se existirem discrepâncias relevantes, podem surgir complicações na gestão do processo.
Além disso, declarações incorretas ou omissões de informação podem ter impacto na análise da cobertura e das responsabilidades associadas ao contrato. Por isso, a transparência é sempre o melhor caminho.
E quando o carro é partilhado?
Nem todas as situações são inequívocas. Há famílias em que o veículo é efetivamente utilizado por mais do que uma pessoa: um pai e um filho que alternam a utilização, ou um automóvel usado apenas ocasionalmente por um condutor mais jovem.
Nestes casos, é importante comunicar essa realidade no momento da contratação do seguro. Dessa forma, a solução encontrada estará alinhada com a utilização efetiva do veículo e com o perfil dos seus utilizadores.
Fazer o seguro no próprio nome também tem vantagens
Embora o prémio possa ser mais elevado numa fase inicial, contratar o seguro em nome do condutor habitual permite começar a construir um histórico próprio.
Ao longo do tempo, um historial de condução sem acidentes poderá contribuir para condições mais vantajosas e para um prémio mais ajustado ao risco real do condutor. É uma perspectiva de longo prazo: a poupança imediata nem sempre representa a melhor opção para o futuro.
Em resumo,
Quando se trata de seguros automóveis, não existe uma resposta universal sobre em nome de quem deve ficar a apólice.
O mais importante é que o contrato reflita corretamente a realidade. Se o carro é utilizado principalmente por si, essa informação deve estar devidamente identificada. Se o veículo é partilhado, a seguradora deve conhecer esse contexto. E se existirem dúvidas, vale sempre a pena pedir aconselhamento antes de contratar.
Lembre-se:
Um seguro não serve apenas para cumprir uma obrigação legal, serve para garantir que está preparado para responder. O Zurich Auto Ligeiros e Comerciais garante a assistência em viagens e proteção para o condutor e restantes ocupantes do veículo, quando mais precisa.
